o marco em memória às moças operárias

Em homenagem às vítimas da explosão, é inaugurado em 25 de agosto de 1943 o Marco em Memória às Moças Operárias, no pátio em frente ao pavilhão de munições da empresa. Era lá que as operárias enchiam os cartuchos de pólvora quando ocorreu o acidente. Lembrando um obelisco, o monumento traz uma placa de bronze com os seguintes dizeres:

 

“Às denodadas e infelizes companheiras de trabalho Odila Gubert, Graciema Formolo, Júlia Gomes, Olívia Gomes, Irma Zago, Maria Bohn e Tereza Morais, aqui vitimadas quando cumpriam seu dever pelo esforço de guerra do Brasil, na manhã lutuosa de 22 de julho último. Homenagem em continência da Firma Gazola Travi & Cia. Caxias do Sul, 25 de agosto de 1943.”

 

Em 26 de dezembro de 1959, 16 anos após a explosão, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul encaminha um projeto de lei visando homenagear vultos históricos e outras personalidades com nomes de logradouros. São denominadas 239 ruas. Entre elas, seis com os nomes das operárias vítimas do acidente na Gazola.

 

Desde 1960, Graciema Formolo, Irma Zago, Tereza Morais, Olívia Gomes, Julia Gomes e Maria Bohn tem suas histórias cruzadas pelo bairro Sagrada Família, a alguns metros da fábrica onde perderam a vida.

Em 30 de junho de 2003, o Marco em Memória às Moças Operárias e o pátio do antigo pavilhão são inscritos no Livro de Tombo do Município de Caxias do Sul, sendo garantida a sua proteção e preservação.

 

Odila Gubert, sobrevivente da explosão, teve a perna direita amputada. A jovem permaneceu dois meses e meio internada devido aos ferimentos. Nascida em 9 de agosto de 1922, ela completou 21 anos na cama do Hospital Pompéia. 

 

Odila Gubert faleceu aos 80 anos em 2003, 60 anos após a tragédia.

Cerimônia em homenagem às vítimas da explosão ocorrida em 22 de julho de 1943. À direita, José Gazola, fundador e presidente da empresa, o padre Eugênio Giordani e as Samaritanas da Cruz Vermelha Brasileira – Núcleo Caxias, que serviram no atendimento aos feridos. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Presidente da Cruz Vermelha Brasileira – Núcleo Caxias hasteia a bandeira brasileira durante cerimônia cívica em homenagem às vítimas da explosão. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia. Imagem gentilmente cedida pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Presidente da Cruz Vermelha Brasileira – Núcleo Caxias hasteia a bandeira brasileira durante a inauguração do monumento. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Cerimônia cívica em homenagem às vítimas da explosão. Compareceram à solenidade representantes do Exército Brasileiro, Liga de Defesa Nacional, Cruz Vermelha Brasileira e autoridades civis, militares, religiosas, além da comunidade em geral e funcionários da empresa. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Descerramento da placa comemorativa afixada no monumento em homenagem às vítimas da explosão. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Cerimônia cívica em homenagem às vítimas da explosão. À esquerda, José Gazola (presidente da empresa), o padre Eugênio Giordani e o prefeito Dante Marcucci (gestão 1935 a 1947). Ao fundo, as Samaritanas da Cruz Vermelha Brasileira – Núcleo Caxias, que serviram no atendimento aos feridos. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Cerimônia cívica em homenagem às vítimas da explosão. Compareceram à solenidade representantes do Exército Brasileiro, Liga de Defesa Nacional, Cruz Vermelha Brasileira e autoridades civis, militares, religiosas, além da comunidade em geral e funcionários da empresa. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Cerimônia cívica em homenagem às vítimas da explosão. Compareceram à solenidade, representantes do Exército Brasileiro, Liga de Defesa Nacional, Cruz Vermelha Brasileira e autoridades civis, militares, religiosas, além da comunidade em geral e funcionários da empresa. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

A operária Lucia Dalle Molle é condecorada por um oficial em decorrência da ajuda aos feridos no dia da catástrofe. À esquerda, o juiz Eduardo Luiz Caravantes e, à direita, o sócio-diretor da empresa Otarino Travi. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia, acervo Memorial Gazola

Comunidade ao redor do monumento erguido em homenagem às vítimas da explosão ocorrida na fábrica de materiais bélicos da Gazola, Travi & Cia durante o esforço de guerra. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia. Imagem gentilmente cedida pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

Detalhe da placa afixada no monumento erguido em homenagem às vítimas da explosão ocorrida em 22/07/1943. Data: 25/08/1943. Autoria: Giacomo Geremia. Imagem gentilmente cedida pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

General Osvaldo Cordeiro de Farias e sua comitiva defronte a monumento erguido em homenagem às vítimas da explosão. Ao fundo, José Ariodante Mattana, subdiretor da empresa. Data: 28-08-1946. Autoria: não identificada, acervo Memorial Gazola

Comitiva de oficiais norte-americanos defronte ao monumento em homenagem às vítimas da explosão. À esquerda,o General Délcio da Fonseca (Exército Brasileiro) e, à direita, José Ariodante Mattana (subdiretor da empresa). Data: 01-07-1949. Autoria; Studio Geremia. Foto gentilmente cedida pelo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami

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